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 Reforma no Ensino Médio: como afeta o vestibular e o Ensino Superior?

A reforma no Ensino Médio, imposta pela MP 746, sancionada pelo então presidente Michel Temer, em 2016, trouxe uma série de alterações importantes que ainda merecem atenção das IES.

E isso não deve ser observado somente pelos responsáveis por escolas e colégios, mas também pelos gestores de faculdades. O tema ainda gera muitas discussões e promove mudanças consideráveis para os vestibulares a serem realizados e, até mesmo, para a forma como os conteúdos serão ministrados nas faculdades.

Confira quais são os principais pontos de mudança e como eles afetam o vestibular e o Ensino Superior. Boa leitura!

Quais são as principais mudanças na reforma no Ensino Médio?

O objetivo da MP 746 é aproximar o Ensino Médio da atual realidade dos estudantes jovens, buscando reduzir taxas de evasão e melhorar o percentual de absorção de aprendizado. Com isso, gera-se a necessidade de uma grade de estudos mais atrativa.

Sendo assim, uma das principais alterações foi a flexibilização do currículo. Com isso, é permitido que algumas disciplinas se tornem optativas, enxugando a grade obrigatória que precisa ser ministrada.

A partir da alteração, o primeiro ano do Ensino Médio passa a contar com conteúdos que devem ser oferecidos igualmente a todos os alunos e, a partir do segundo ano, ocorre o aprofundamento de determinados temas. Dessa forma, alunos de uma mesma instituição poderão ter matérias diferentes nos dois últimos anos.

Apenas Português, Matemática e Inglês deverão ser obrigatórias em todos os anos. As demais disciplinas serão escolhidas pelos estudantes, de acordo com sua área de interesse: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza ou, ainda, ensino profissionalizante.

Para melhorar o desempenho dos alunos, a carga horária mínima passa a sofrer alterações. Antes da MP, ela correspondia a 800 horas anuais. Atualmente passa a ser de 1400 horas, ou seja, ensino integral. As mudanças devem ser implementadas por todas as instituições, sejam elas públicas ou privadas.

Devido ao aumento da carga horária, a modificação permite, também, que parte dela possa ser ministrada na modalidade EaD. Segundo o corpo da lei, até 30% das 1400 horas poderão ser feitas por meio de plataformas online.

Como elas afetam o vestibular e o Ensino Superior?

Com a mudança no Ensino Médio, é normal que se questione como ficarão os vestibulares para ingresso no Ensino Superior e as respectivas grades dos cursos. O corpo da MP não citou mudanças no que concerne à aplicação do Enem, bem como o novo governo ainda não acenou nenhuma alteração nesse sentido.

Os vestibulares das instituições privadas precisarão, assim, ser adaptados, já que os alunos definirão quais serão seus percursos educacionais ao longo dos dois últimos anos de ensino. Portanto, não será mais possível ter uma prova unificada, já que os conhecimentos serão distintos.

Há algumas possibilidades para as IES. Uma delas é realizar uma prova unificada concentrada nos temas que são comuns e obrigatórios: Português, Matemática e Inglês. Porém, não vão abranger pontos que são importantes para determinados cursos. Por exemplo, é necessário que o estudante tenha um conhecimento mínimo de física para a inserção em cursos de Engenharia.

Diante disso, uma opção mais sensata, e que provavelmente será a mais adotada pela maioria das instituições, é a prova especializada de acordo com cada uma das possibilidades de aprofundamento, que esteja mais próxima do conteúdo escolhido.

Por exemplo, quem optar por cursos como Publicidade e Propaganda deverá passar por provas com ênfase em linguagens e ciências humanas. Já os que escolherem Engenharias deverão realizar avaliações com foco em matemática e ciências da natureza.

Além disso, é esperado que, com a carga maior de conteúdo a ser aprofundado, as provas dos vestibulares sejam mais difíceis, aumentando a exigência de conhecimento por parte do aluno.

As alterações internas no Ensino Superior

O próprio modelo do Ensino Superior deverá passar por algumas alterações, já que os modos de ensino também vão sofrer alteração nos próximos anos. Considerando que o nível de aprofundamento do aluno será maior, devido ao aumento da carga horária, a ênfase dos profissionais de educação nas faculdades poderá ser diferenciada.

Além disso, é importante pensar nas adaptações para os cursos interdisciplinares, que contam com conteúdos de diversas áreas de conhecimento. É o caso, por exemplo, da Psicologia, que está inserida nas Ciências Sociais Aplicadas, mas que depende de conhecimentos importantes de anatomia, bioquímica, entre outros, cujas bases estarão mais presentes nas áreas de especialidade de ciências naturais.

Dessa forma, é fundamental que as instituições de Ensino Superior pensem, também, em formas de compensar possíveis lapsos educacionais gerados por essa ênfase em áreas de especialidade.

Como as instituições deverão lidar com esses novos desafios?

Diante deste novo cenário, como os gestores do Ensino Superior deverão lidar com os novos desafios? Em primeiro lugar, é fundamental que eles observem o atual cenário e compreendam como as mudanças estão ocorrendo. Afinal, a alteração foi feita em 2016 e as alterações ainda estão sendo realizadas.

Diante disso, as conversas entre gestores de escolas de Ensino Médio e de Ensino Superior devem se manter sempre abertas, a fim de compreender como o cenário está se adaptando e como as relações entre essas duas modalidades de ensino precisam ocorrer para o melhor aprendizado do aluno.

Além disso, a própria forma de ensino nas faculdades deverá passar por adaptações. Se a flexibilidade começa a ser inserida na trajetória educacional do jovem, ele esperará a mesma conduta no Ensino Superior.

Os cursos deverão ser reformulados, evitando repetição de conhecimentos que já tenham sido ministrados anteriormente, para não perder o interesse do aluno e, consequentemente, gerar a evasão escolar.

Os conteúdos, assim, deverão ser mais estratégicos, direcionados para as necessidades do curso em si, não sendo mais tão necessário perpassar assuntos mais básicos ou revisá-los. Além disso, como falamos, é preciso que os gestores e especialistas observem como se dará o conhecimento para os cursos com maior ênfase em interdisciplinaridade.

Outra forma de superar os desafios é investir em trilha do conhecimento, ou seja, uma combinação de cursos de curta duração com o objetivo de aprimorar determinado saber ou aprimoramento profissional. Pode ser uma solução para revisitar conteúdos básicos sem a necessidade de elaborar uma disciplina completa para este fim.

A reforma no Ensino Médio, ainda muito recente, trouxe uma série de desafios tanto para as escolas quanto para as IES. Por isso ,é fundamental que os gestores fiquem atentos e saibam como realizar as mudanças necessárias para melhor aproveitamento do conhecimento do aluno.

Outra ferramenta que pode ser utilizada para benefício do estudante é o uso de gamificação nas Instituições de Ensino Superior. Saiba mais sobre o tema em nosso artigo.

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